Dia 10 de outubro é celebrado o Dia Internacional da Saúde Mental, que reforça a importância da educação, conscientização e defesa da saúde mental global sem estigma social. Como toda área médica, sabemos da influência da saúde mental na saúde da coluna. Pessoas que convivem com lesões na medula espinhal ou com dores crônicas na coluna têm um risco muito maior de enfrentar esse tipo de desafio.

Um estudo da Michigan Medicine e, por exemplo, mostrou que indivíduos com lesões medulares apresentam taxas mais altas de ansiedade, depressão e múltiplos transtornos psicológicos em comparação com a população geral. As mudanças físicas, somadas ao estigma social e à possível perda de mobilidade, acabam gerando sentimentos de isolamento e estresse emocional.

Além disso, dores crônicas nas costas ou no pescoço podem criar um ciclo de sobrecarga mental. A dor aumenta a percepção do desconforto físico, atrapalha o sono e contribui para a irritabilidade e o mau humor. Esse ciclo constante agrava problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade.

O problema ocorre em qualquer idade. De acordo com o The Journal of Pain, dores em adolescentes — inclusive nas costas e no pescoço — estão fortemente associadas a maiores dificuldades emocionais. Jovens com dores físicas têm até três vezes mais chances de desenvolver problemas de saúde mental.

Se não for tratada, essa relação pode se prolongar até a vida adulta.

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Pela outra via, a saúde mental também influencia diretamente a saúde da coluna. Como sabemos, o estresse e a ansiedade aumentam a tensão muscular no pescoço, nas costas e nos ombros. Com o tempo, essa tensão pode causar ou agravar dores musculoesqueléticas.

Além disso, a depressão e o sofrimento emocional podem alterar a postura e levar a hábitos físicos inadequados, como curvar-se demais, o que acaba sobrecarregando a estrutura óssea e muscular da região da coluna.

Uma publicação na Psychosocial Consequences of Spinal Cord Injury destacou essa influência de fatores psicossociais — como depressão, estratégias de enfrentamento emocional e apoio da comunidade – como parte de causas ou catalisadores de problemas na coluna.

O estudo concluiu que pessoas com melhor bem-estar emocional se recuperam mais rapidamente de cirurgias ou lesões na coluna, pois seguem com mais rigor os planos de reabilitação e tratamento.

O método de tratamento que acredito vai além do nosso consultório. Um acompanhamento de perto de profissionais da Psicologia é fundamental para que nossa trajetória seja concluída da melhor maneira, pois, como vimos, a cabeça no lugar é peça de fundação da nossa estratégia. Agende sua consulta e vamos, juntos, construir uma história de tratamento e te permitir viver sem dor.

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