Escoliose na paralisia cerebral

A paralisia cerebral (PC) ocorre devido ao desenvolvimento anormal do cérebro, geralmente antes do nascimento. Seus sintomas incluem reflexos exagerados, membros flácidos ou rígidos e movimentos involuntários, com aparecimento logo no início da infância.

A lesão neurológica não progride, mas o acometimento do sistema musculoesquelético sim, causando implicações importantes para a saúde da criança como um todo.

As contraturas dos membros podem causar luxações (especialmente dos quadris), muitas vezes dolorosas, além de deformidades progressivas que prejudicam desde a interação social a cuidados básicos de higiene.

A coluna vertebral é frequentemente acometida na PC, sendo esta a principal causa de escoliose neuromuscular.

A coluna assume um formato de “C”, e a deformidade tende a ser progressiva, dificultando a marcha, adaptação em cadeiras de rodas e até mesmo a troca de fraldas.

As dores podem ser uma constante, e a interpretação das queixas dos pacientes nem sempre é fácil, mesmo para os pais.

O tratamento varia de acordo com a deformidade. Em casos brandos pode-se utilizar a toxina botulínica, fisioterapia e órteses, especialmente em contraturas dos membros.

Para a escoliose, as órteses tem indicação limitada e são pouco efetivas. Curvas superiores a 50 graus são elegíveis ao tratamento cirúrgico.

Obviamente, a escolha do tratamento ideal depende de uma avaliação global do paciente, de sua estrutura familiar e das perspectivas frente ao quadro neurológico…

Por tudo isso, não dê bobeira! Leve seu filho a um especialista!