Maus tratos infantis

O abuso contra a criança e o adolescente inclui o mau trato dispensado por pais ou cuidador, podendo ser físico, sexual, emocional ou negligência.

O abuso físico é o mais frequente, de onde deriva o termo “síndrome da criança espancada”, o que inclui lesões produzidas por socos, pontapés, dentadas, etc.

Cerca de 60% dos casos de maus tratos infantil acometem crianças até os 6 anos de idade, sendo metade dos casos reincidentes. As mães são principais agressoras, seguidas pelos pais, padrastos e babás.

Fique atento ao perfil da criança em risco:
– Idade inferior a 3 anos
– Primogênitos
– Prematuros
– Crianças adotadas
– Enteados
– Deficientes

Muitas destas crianças são levadas às emergências com fraturas e, normalmente, são submetidas à avaliação ortopédica.

Fraturas múltiplas, especialmente bilaterais, fraturas de arcos costais, escápula e vértebras devem levantar a suspeita do médico assistente, dirigindo-o para uma investigação mais apurada.

O ortopedista é fundamental na detecção dos maus tratos, sendo obrigado por força de lei a notificar a infração ao Conselho Tutelar, Delegacia de Polícia ou ao Ministério Público.